<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575</id><updated>2011-09-02T11:20:36.236+01:00</updated><title type='text'>Ekta</title><subtitle type='html'>Tenho um coração que me bate no peito. 
Nas mãos, a esperança de quem começa. Nos olhos um brilho indeterminado de força e de criança.
E o sorriso...um manto de calma nas madrugadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-3539758981924213443</id><published>2011-08-23T19:09:00.003+01:00</published><updated>2011-08-23T19:38:25.728+01:00</updated><title type='text'>Princípio</title><content type='html'>&lt;i&gt;“Senta-te. A história é longa. (...) poderás saber como perceber melhor o tempo...” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Assim falou ternamente a voz (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou. Parecia que nada mais resistia a não ser o momento. Nada mexia, e no sideral vão do meu peito só entendia o coração pulsar. Dali a poucas horas também ele deixaria de viver. Contudo, a Terra continuaria a mexer, imperceptivelmente, num novo dia. Do seu centro, continuaria a cuspir fogo, inalterável, constante. Alheia à minha presença ou a qualquer outra existência que habitasse as suas entranhas, perduraria…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Deixa-te estar.” &lt;/i&gt;- Continuou – &lt;i&gt;“Não há pressa, o tempo todo molda-se ao nosso dispor”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balançou suavemente o corpo esguio até encontrar o beiral. Sentou-se, procurando definir a trajectória que os meus olhos encetavam. Pareciam perdidos na vasta imensidão minúscula que se delineava do alto do telhado. Aproximou-se mais e sentou-se ao meu lado, poisando calmamente as mãos grandes e elegantes nos joelhos, retomando a fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;“Quantas pessoas achas que já passaram por aqui?”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus olhos voltaram a si e responderam-lhe, cáusticos e incisivos, num mutismo agitado que já não davam valor a nenhum tipo de vida.&lt;br /&gt;A voz aflita, tão emocionada quanto confusa, alcançava-me, disseminada nas explosões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Desculpa! Perdoa-me ter-te abandonado,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei por fim a entender a razão que me levava ao cimo do telhado e a  história que acabara irremediavelmente por levar-me àquele fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- …e perdoa-me o que te estou a pedir…&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desinteressadamente, quase como se adivinhasse a resposta, levantou as  mãos para o nada, balançando-as ao ar, por cima dos pequenos pontos  vivos que se desenhavam abaixo, sob o raiar de um novo dia. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Antes de concluíres o que vais fazer,&lt;/i&gt; &lt;i&gt;antes de te alçares deste beiral e te atirares para o vazio que te  espera lá em baixo, quero que te perguntes: &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Quantas pessoas seriam precisas para fazer tempo?”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclinei-me, preparando-me para saltar. Sentia o coração pulsar-me na  garganta. Dali a poucas horas também ele deixaria de viver. Contudo, que  assinatura teria eu deixado nos caminhos por onde passei? Sempre de  fugida, sempre furtiva, sempre brusca demais, sempre com medo…sempre…&lt;br /&gt;E  aqui começa, ou acaba, a minha história. Sei que, ali, deitada  naquele chão, coberta de destroços, podia adivinhar uma ténue pulsação.  Não a minha, que cessava, mas a da Terra, feliz e em  liberdade. Se me  aproximasse, podia ouvi-la respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;In&lt;i&gt; "Saga, os Dias da Ira".&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;[quem quiser mais, é só pedir :P]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-3539758981924213443?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/3539758981924213443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=3539758981924213443' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/3539758981924213443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/3539758981924213443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2011/08/principio.html' title='Princípio'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-5013825303356321972</id><published>2011-07-06T23:01:00.000+01:00</published><updated>2011-07-06T23:01:10.761+01:00</updated><title type='text'>Conclusão</title><content type='html'>Adeus, apertado sufoco deste eterno coração. &lt;br /&gt;Escrevo-te outra história. E nos traços do que escrevo, dou-te novas linhas. Retiro-te da reclusão.&lt;br /&gt;Rematei-te com as formas que me deste. Inacabado, mutilado, imperfeito. Livrei-te de mim, da minha infecciosa lentidão.&lt;br /&gt;Fiz-te em linhas férreas, para que domines os cursos do meu sangue. Porque os ecos dos meus gritos não te alcançam. Dou-te um propósito. Outra intenção.&lt;br /&gt;Porque a solidão é uma moléstia que gangrena. E a inércia, uma consentida solidão. A independência é a nova história que te cedo. &lt;br /&gt;Fomos uma só cadência. Trinaste os compassos neste peito. Bateste com ânsias, com sede de muito, em sofreguidão. &lt;br /&gt;Adeus, velho coração. Completo a narração.&lt;br /&gt;Quero saber-te sepultado noutro peito, imerso noutra mão. Fora de mim, possas  bater, mais devagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-5013825303356321972?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/5013825303356321972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=5013825303356321972' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5013825303356321972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5013825303356321972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2011/07/conclusao.html' title='Conclusão'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-5691820247047409075</id><published>2010-11-29T14:35:00.003Z</published><updated>2010-11-29T15:17:55.897Z</updated><title type='text'>Frio</title><content type='html'>Já te falei do frio. Mas não de mim. &lt;br /&gt;Nunca te disse, &lt;br /&gt;Porque as palavras magoam-me as entranhas e não quero remexer na minha dor. &lt;br /&gt;Entreguei-me, desfeita. Procurei que o silêncio fixasse, como gargantilha, a minha essência asfixiante no pescoço. &lt;br /&gt;Percebes então porque não te digo? &lt;br /&gt;Talvez não goste das palavras que decidem. Ninguém dispõe por mim. Nem a sentença escusada das palavras.&lt;br /&gt;Mas o silêncio é sempre um esforço vão.&lt;br /&gt;Nunca te disse…&lt;br /&gt;Que a sorrir, assalto os meus sentidos.&lt;br /&gt;Arranco a gargantilha que sufoca. &lt;br /&gt;Forço-me às palavras. Deixo que me trilhem as entranhas.  &lt;br /&gt;Ainda gosto de saber como sou por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-5691820247047409075?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/5691820247047409075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=5691820247047409075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5691820247047409075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5691820247047409075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2010/11/frio.html' title='Frio'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-4016743889165169252</id><published>2010-11-23T19:23:00.000Z</published><updated>2010-11-23T19:23:25.966Z</updated><title type='text'>Rendição</title><content type='html'>Entrego-me. &lt;br /&gt;Fazer valer a pena a caminhada, &lt;br /&gt;Deixar a solidão e a estrada.&lt;br /&gt;Poisar no chão a minha história. &lt;br /&gt;Deixar nos trilhos os meus passos. &lt;br /&gt;Ser forte. &lt;br /&gt;Erguer o rosto, não o coração.&lt;br /&gt;Derrubar a resistência das palavras, &lt;br /&gt;Alçar-me do silêncio que me veste.&lt;br /&gt;Nunca, é a promessa. &lt;br /&gt;Consumir-me nos lamentos que me assistem. &lt;br /&gt;Ser forte. &lt;br /&gt;Calar as vozes e a emoção.&lt;br /&gt;Não abafar o que ajo, Enterrar a história.&lt;br /&gt;Num esquecimento de memória, desaprender a estar aqui. &lt;br /&gt;Ter coragem de estar em mim. &lt;br /&gt;Deixar tocar o que se vê de mim. Ver, que falhou, &lt;br /&gt;ter a aparência como companhia. &lt;br /&gt;E na sabedoria desse toque, &lt;br /&gt;Largar a minha mão da tua,&lt;br /&gt; Ter como último retoque, o sufoco de ser livre.&lt;br /&gt;Entregar-me.&lt;br /&gt;Em brisa. Veres-me passar. Em ventania&lt;br /&gt;Forte. Ultimo aviso. &lt;br /&gt;Só dói no começo. O temporal, medes no fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-4016743889165169252?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/4016743889165169252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=4016743889165169252' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/4016743889165169252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/4016743889165169252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2010/11/rendicao.html' title='Rendição'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-7689390716436156131</id><published>2010-07-15T18:34:00.001+01:00</published><updated>2010-07-15T19:31:49.651+01:00</updated><title type='text'>Construção</title><content type='html'>Fiz de mim página em branco, num exíguo colo cerceado. &lt;br /&gt;Um silêncio que aperta e se sufoca, num espírito consumido e apressado. &lt;br /&gt;Alguma coisa menor a que retorno. A parte invisível do meu ser que luto. &lt;br /&gt;Ardem desfeitas as cinzas das lembranças que fundei.&lt;br /&gt;A dor inutiliza e transforma. Vicia, corrompe, seduz, deforma. &lt;br /&gt;Mas o peito não sangra, nem o coração se arranca num remate.  &lt;br /&gt;E na construção reduta em que me ergui e me transformo, &lt;br /&gt;vive inalterável numa massa contráctil. E as veias levam o seu fluxo, &lt;br /&gt;como um curso. Até ao átrio vazio desta face em que me anulo. &lt;br /&gt;Um particípio vão e indefinido, revogado, prazo gasto.&lt;br /&gt;Ponto esquivo as minhas roupas. Local estranho que criei. &lt;br /&gt;Que também elas sejam cinzas nos teus braços. Não quero &lt;br /&gt;esconder mais a minha pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-7689390716436156131?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/7689390716436156131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=7689390716436156131' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7689390716436156131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7689390716436156131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2010/07/construcao_15.html' title='Construção'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-2416122074156387456</id><published>2010-01-03T03:34:00.005Z</published><updated>2010-01-03T03:59:36.707Z</updated><title type='text'>Contrição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;"Não é o que você não faz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;Não é o que você não diz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;é o fato de não ver nos seus olhos &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;(...)"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Andreia Horta; Humana Flor (a inspiração continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;-----------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É o que pensas que omites e me foge.&lt;br /&gt;O querer esmiuçar ao limite da loucura,&lt;br /&gt;os rodeios onde a dúvida embarga.&lt;br /&gt;Querer encontrar-te. O perder-te, &lt;br /&gt;nas muralhas das palavras que contróis e &lt;br /&gt;esfarelam o meu peito de papel.&lt;br /&gt;Escapas-me.&lt;br /&gt;No escrúpulo que&amp;nbsp;suspendes e se atalha.&lt;br /&gt;No eco da mentira que declamas.&lt;br /&gt;Vê-la crescer, farta, pública, manifesta.&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;alma baralha e apodrece.&lt;br /&gt;Olhar-te nos olhos. &lt;br /&gt;Onde talhas a mentira que te veste.&lt;br /&gt;Insistes. &lt;br /&gt;Porque não és tudo o que dizes.&lt;br /&gt;(Des)iludes&lt;br /&gt;Abres-me uma cova no peito.&lt;br /&gt;O coração cresce, amolgado, &lt;br /&gt;de encontro ao peito. Enche de dor.&lt;br /&gt;A lágrima ferve, a&amp;nbsp;pele escalda,&lt;br /&gt;apertada, cruel.&lt;br /&gt;Cai-me na alma, desbotando-me o papel.&lt;br /&gt;O peito abre. O coração perfura.&lt;br /&gt;O sangue inunda.&lt;br /&gt;Extingue o cheiro decomposto da mentira.&lt;br /&gt;A esperança expira.&lt;br /&gt;A lágrima cai, uma após outra.&lt;br /&gt;E o que importa?&lt;br /&gt;Não me anulo nas muralhas que erigiste.&lt;br /&gt;Não sou mais uma borra tua.&lt;br /&gt;Tu és apenas as palavras que mentiste,&lt;br /&gt;escritas no papel, que empalidece.&lt;br /&gt;Não finjas a verdade que te burla!&lt;br /&gt;Mata em ti esse logro que jugula.&lt;br /&gt;Dizer de cor, não fala.&lt;br /&gt;Um dia, a alma ressente, e conquanto tente&lt;br /&gt;a garganta cala, a boca desmente, &lt;br /&gt;o&amp;nbsp; anúncio&amp;nbsp;burlado que ainda consente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-2416122074156387456?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/2416122074156387456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=2416122074156387456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/2416122074156387456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/2416122074156387456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2010/01/contricao.html' title='Contrição'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-8944796954308288200</id><published>2009-12-16T21:24:00.023Z</published><updated>2009-12-22T09:59:38.974Z</updated><title type='text'>Morrer sem vida</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;“A flor morreu&lt;br /&gt;O ciclo acabou amor&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Inchei de dor&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Arrebentei, arrebentada&lt;br /&gt;A dor é de vidro&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;essa repulsa me corta&lt;br /&gt;Mas não há de ser nada&lt;br /&gt;Não há saudade!&lt;br /&gt;A flor morreu&lt;br /&gt;(…) coitada&lt;br /&gt;Despedaçada.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;-----------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vou (…) fazer poesia&lt;br /&gt;E amar. (…)&lt;br /&gt;E só então quando finalmente meu coração&lt;br /&gt;Aprender a bater devagar&lt;br /&gt;Eu possa começar&lt;br /&gt;A morrer.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Humana For"; Andreia Horta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É isso! E este é o meu grito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Desejei, busquei, esperei, cansei, torturei-me e torturei.&lt;br /&gt;Hoje, só cansei.&lt;br /&gt;Não sou quem vive em ti.&lt;br /&gt;Eu não vivo em mim!&lt;br /&gt;Despedi-me de mim. E para onde vim?&lt;br /&gt;Hoje, sei que não se pode viver dos sonhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas que neles se embebem todos os olhos, para avançar.&lt;br /&gt;Quero parar.&lt;br /&gt;Por um segundo, apenas um segundo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Com cuidado despedaçar tudo o que idealizo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E sentir no penetrante toque do vidro que pisar, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;todas as dores a abrandar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;os pesos compassivos, estilhaçados pelo chão.&lt;br /&gt;A minha dor não é vidro.&lt;br /&gt;Tantas vezes a atirei para o chão e a pisei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E ali permanecia, intacta, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;cravando-me desdenhosa, as unhas, bem fundo no coração.&lt;br /&gt;Dói-me, apertado, esse coração que ainda sangra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bate maquinal e apressado, em busca, iludido com regeneração.&lt;br /&gt;E não sei falar de mim.&lt;br /&gt;Dá-me a mão…&lt;br /&gt;A dor embebe-se profunda, retalhando-me o pulmão.&lt;br /&gt;Demora-se, estacionada, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;bebe-me a alma, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;arrepela-me o sangue, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;entranha-se na pele, deslizando nela, como cetim.&lt;br /&gt;Eu bem disse que não te prometia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;(… Não podes amparar-me o peso de todos os soluços tristes&lt;br /&gt;que guardo em mim...) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E que não sabia o que falar de mim…&lt;br /&gt;E gosto de viver assim.&lt;br /&gt;E é só isso...&lt;br /&gt;Recorto as memórias como a um xaile de lamentos,&lt;br /&gt;Coloco-o sob os ombros e acalento a solidão …&lt;br /&gt;A alma definha, moída e morta.&lt;br /&gt;Digo-me adeus...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando saíres, por favor, fecha-me a porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Morrer sem vida, não me doi nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-8944796954308288200?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/8944796954308288200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=8944796954308288200' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8944796954308288200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8944796954308288200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/12/flor-morreu-o-ciclo-acabou-amor-inchei.html' title='Morrer sem vida'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-9059917817429866838</id><published>2009-12-15T22:10:00.010Z</published><updated>2009-12-22T10:02:42.881Z</updated><title type='text'>Palavras e um café</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Sabes aquele momento em que percebes que nada mais tens a perder?&lt;br /&gt;Cansaste-te de abater a vida em apostas, em acordos sem razão de ser. Olhas para o presente com olhos de futuro, e no futuro, não podes viver. Tens nas mãos as armas que dizes usar para crescer. Até hoje, só te ousaram magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Percorria aquela escadaria de mármore branca e olhava para as colunas romanas (a primeira vez que soube ver). É um sonho, apenas um sonho (mas mesmo no sono, ainda os sei reconhecer). Desci a escadaria e piso a esplendorosa relva. O vestido branco de princesa (porque o sonho é o único lugar onde o posso ser), esvoaça com a leve brisa perfeita que se agita no ar, e nos passos dos meus pés desnudos sinto a relva a tocá-los, levemente, como o sopro daquela brisa. Pura, numa ingenuidade quase natural, caminho, lentamente.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sabes aquele momento em que outra alma te reconhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Foi aí. Simples, básico, belo e evidente, poisei os olhos no pintor que brandamente, pintava um pôr-do-sol numa tela em branco. Não sabia, não conhecia, mas podia dizer, porque o meu sonho nunca mente, que dali nasceria um magnífico e único pôr-do-sol. A hora em que nasci.&lt;br /&gt;Ele poisou o pincel. A camisola vermelha em contraste com o céu misturava-se nos meus olhos e sorri, timidamente. Tu levantaste-te do singelo banco de madeira (porque o singelo é a única forma real do ser) e estendeste-me a mão. E então, não sinto. Nem dor, nem perda, nem tristeza, só amor.&lt;br /&gt;O sorriso abre-se no reconhecimento do bem-querer. ‘Ficas tão bonita, quando sorris’.&lt;br /&gt;(Porque ali, apenas vês a minha alma, e não a gaiola onde se encerra).&lt;br /&gt;Podias ter dito. Sem falar, com as palavras que lerias dos meus olhos. Mas não disseste. Porque (e não te esqueças de que é tudo um sonho) eu não gosto das palavras, e não me queres ver triste, não me podes desapontar). Serenamente, dei-te a mão, caminhando lado a lado. ‘Não podes estar aqui’.&lt;br /&gt;Falaste, num tom terno, melodioso, com o mais belo sorriso, o primeiro que realmente estava a ver. A relva não era lugar para a minha alma, que ainda tinha muito a percorrer. Juntos, subimos as escadas, e (como nos sonhos não existe tempo) sentámo-nos. Afinal, naqueles momentos, eu era dona do mundo.&lt;br /&gt;Gentilmente, porque não me querias assustar, poisas-me a mão grande e delicada no ombro. Com o toque, arrepiei. Como era macia a tua pele. E como a conhecia, mesmo sem a ter tocado, mesmo sem te ter visto.&lt;br /&gt;O beijo surgiu naturalmente, como o devem ser todos os beijos, puros, sinceros, naturais.&lt;br /&gt;E dos teus lábios, a promessa: “Encontrei-te, e hei-de encontrar-te sempre…”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acordas, e sabes que nada mais tens a perder, a não ser a espera. Mas o meu sonho não mente, e sei que hei-de encontrar-te.&lt;br /&gt;Não sei se fugirás com repúdio da figura, se te arrependerás, mesmo antes de chegar. Só sei que os meus sonhos sempre se revelaram e este, mais uma vez, não mente.&lt;br /&gt;Caminho lentamente pelos bairros iluminados com a alegria do Natal. Todas as janelas cintilam, menos eu.&lt;br /&gt;Enquanto caminho, procuro-te em todos os olhos, em cada gesto, talvez te possa reconhecer. Não sei se desta vez me reconhecerás, uma vez que não trago vestido o meu traje de princesa, nem sou apenas a minha alma, mas todos os outros pesos em que a vida me soube transformar.&lt;br /&gt;Ao longe, uma porta de café, quente, reconfortante. E, de repente, quero entrar. Sento-me na última cadeira, a do canto. Não vás tu chegar, e sabes como gosto de recantos…&lt;br /&gt;Não te conheço, nunca te vi, já te senti. E peço-te ao anoitecer, com a inocência de um desejo de criança, que chegues brandamente, ao raiar de um novo dia. O verdadeiro começo, o novo dia, o ínicio do viver.&lt;br /&gt;Bebo calmamente o meu café, esquecida de como lhe gosto do odor. Automaticamente, retiro uma caneta da carteira e começo a escrever.&lt;br /&gt;No papel deposito calmamente estas palavras, deixando-as repousar. Espero mais um pouco, mas não te vejo chegar. &lt;/div&gt;Pego na caneta e poiso o pires do café sob a folha. Podes chegar atrasado, e acabar por ler. Agora posso sair porta fora e voltar. Ao mundo onde sorrio, onde tenho sempre uma palavra de alento a dar, onde, aos outros, sempre faço bem, onde conservo o meu sorriso, arma do dia-a-dia, que aquece tanto e tão bem...&lt;br /&gt;Levanto-me e caminho até à porta. Lá fora, já anoiteceu. Faz frio.&lt;br /&gt;Aperto o casaco vermelho contra o peito, e ainda aperto a caneta contra a mão.&lt;br /&gt;Maquinalmente o olhar foge para dentro, onde tudo é quente e hospitaleiro. O sangue corre-me nas veias, cada vez mais lento, cada vez mais frígido. Descubro a razão porque sempre tive frio. Tu não estás comigo, para me apertares de encontro a ti, sentindo-te abraçar-me, sentindo o corpo aquecer.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;“ Não vives, não sentes, és de gelo e não existes”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E caminho, hoje e sempre, mesmo que não venhas a aparecer, porque ainda tenho um rumo a casa. Só não tenho outra alma, que me saiba aquecer.&lt;br /&gt;Agora, de volta, nas luzes de natal que me flagelam a ideia, vejo quem sou. Um corpo demasiado pequeno para uma alma que, teimosamente, o tende a corroer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Encontrei-te e hei-de encontrar-te sempre”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;A mim, que nunca te vi, mas que conheço os teus olhos e os cheiro, falta-me o beijo. Quando quiseres, sejas tu quem sejas, desde que o invisível possas e saibas ver, ainda te espero. Porque para mim não há longe nem há tempo.&lt;br /&gt;E o meu sonho, não mente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Façamos, então, o meu último contrato. Já que nada mais sei perder. Leva-me o corpo e deixa-me a alma, para que assim me possas, me possa, me possam reconhecer”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;…lá dentro, o empregado leva na mão a minha chávena, e amassa o papel, que arremessa ao lixo, em mais um gesto rotineiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-9059917817429866838?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/9059917817429866838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=9059917817429866838' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/9059917817429866838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/9059917817429866838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/12/sabes-aquele-momento-em-que-percebes.html' title='Palavras e um café'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-8263020275777295260</id><published>2009-11-30T20:57:00.002Z</published><updated>2009-11-30T21:03:41.431Z</updated><title type='text'>10 anos</title><content type='html'>Quanto tempo se passou sem estarmos juntos? Pergunto-me, como se disso dependesse manter a tua presença em mim.&lt;br /&gt;Lembro-me, com a memória presente de uma menina de 13 anos, o carro preto que nos encaminhou ao teu destino e os teus olhos inocentes, sem saber o fim. Senti, que enquanto tu estavas, apenas, porque te tínhamos levado até ali, eu estava prestes a despedir-me de quem mais queria. Hoje, quem me dera, então, tê-lo sentido.&lt;br /&gt;Sem adeus, sem um toque, sem sequer te dar o beijo que me obriguei a conter, despedi-me de ti, apenas com o pensamento. O mesmo que ainda hoje me leva a ti.&lt;br /&gt;Na caixinha de memórias que estimo, sinto nos meus dedos os finos fios dos teus cabelos, cortados imperceptivelmente no último dia, não fosse precisar senti-los. Quatro anos que se resumem assim, umas quantas roupas que ainda conservam o teu cheiro, a tua primeira chupeta e uns poucos filamentos de cabelo em que toco com cuidado, não vá perder algum. O resto, guardo em mim, só em mim, porque ainda hoje, falar ainda me custa. Sem saber, foste o meu primeiro sonho, aquele que mais pedi e ansiei numa noite de fim de ano em que fechei os olhos e ousei implorar. E foste-me concedido, numa entrega complacente com a força de um desejo de criança. E foste o meu sol, o meu pequeno menino sol, que me iluminou, mesmo sem saber. Foste quem eu mais amei.&lt;br /&gt;Quanto tempo passou? Será que disso depende manter vivo aquilo que sinto por ti? As horas esvaem-se, o tempo desfalece, tu cresces, tal como a saudade que sinto por ti.&lt;br /&gt;Na memória, ainda um telefonema de um menino soluçante que suplicava entre gemidos para o pesadelo terminar…e a minha voz, tão cheia da tua, da nossa, dor. Ainda tentava esperar que o tempo ousasse voltar atrás.&lt;br /&gt;Uma visita, outro carro que me transportava até ti e o meu coração palpitante de menina-mãe. Os teus olhos, de um castanho doce de mel misturado com avelã, a correrem para mim. E a fuga, o partir ao fim do dia, a última vez, rogando que não me visses. Para mim, já bastava um só sofrer. A cabeça deitada com o cansaço, a ecoar a música que me costumavas pedir para te adormecer. &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada ficou no lugar Eu quero quebrar essas xícaras Eu vou enganar o diabo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;E quanto tempo se passou desde que nunca mais te vi? Os anos cresceram, a vida ganhou um outro rumo e o teu corpo cresceu. Sei que em sonhos, ainda te vejo tal e qual te deixei. Os cabelos loiros finos e brilhantes, tal como os da fotografia que conservo, viva em mim. E quantas dias já passaste? Quantas noites de frio? Sem mim…&lt;br /&gt;Quantos anos passaste? Quantas velas apagaste? Hoje é só mais uma. Outra, sem mim.&lt;br /&gt;Se cá estivesses, seria o teu dia, seria criança contigo, comeríamos bolo e desejar-te-ia o melhor que no mundo houver. Falaríamos de trivialidades e riamos até ser dia. Amanhã, será um novo dia para ti, para mim mais um igual. Como todos aqueles que preciso contar para estar certa de que passaram. Na minha boca, a promessa. Não me despedi. As palavras que não disse no pensamento, ficaram apenas em mim. Não disse, não quero dizer adeus. Não voltarei a encontrar-te, não o menino sorridente que guardo em mim. Ainda conservo a tua imagem nos meus sonhos e o teu cheiro. A música que cantavas com a tua vozinha infantil, ainda ecoa na minha cabeça, já erguida, e ainda te oiço em mim&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nada ficou no lugar Eu quero quebrar essas xícaras&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“mana…eu quero tu…vem-me buscar…”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que é pra ver se você volta, Que é pra ver se você vem, Que é pra ver se você olha, Pra mim...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Meu amor, tu vais ver, como é bom sonhos ter...&lt;br /&gt;Amanhã ao acordar, tudo vais querer contar&lt;br /&gt;E depois, voltarás a sonhar.&lt;br /&gt;Só aos Anjos, a lua sorri…”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nada ficou no lugar Nada ficou no lugar Nada ficou no lugar…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-8263020275777295260?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/8263020275777295260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=8263020275777295260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8263020275777295260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8263020275777295260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/11/10-anos.html' title='10 anos'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-1760911870158959361</id><published>2009-05-23T17:30:00.004+01:00</published><updated>2009-05-23T17:45:33.367+01:00</updated><title type='text'>VERDE</title><content type='html'>Mais uma pérola do querido Patxi. Um poema lindo, tributo a García Lorca&lt;br /&gt;Desculpem quem achar que este blog se está a tornar depósito de letras do senhor, mas a verdade é que esta merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Verde que te quiero verde, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;verde que te quiero verde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Los toros se han revelado,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;la impotencia llora y llama,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;y desde un río de sangre&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;hay una voz que reclama, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;hay una voz que reclama&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;la importancia de un amigo,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;poeta de cien mil lunas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;garganta dura y hombruna,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;gitano de profesión, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;por quien hoy rompo yo la voz.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Verde que te quiero verde, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;verde que te quiero verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se te escapó la mañana&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;por detrás de la alcazaba,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;caminando ya sin prisas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;amaestrando sonrisas, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;amaestrando sonrisas;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;y se tiñeron los campos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;verdes de la primavera&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cuando la nación entera&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cabalgó sobre tu llanto ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tú poeta, y ellos tantos...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Verde que te quiero verde, &lt;img class="gl_color_fg" alt="Cor do texto" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" border="0" /&gt;¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;verde que te quiero verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hoy el verso me reclama &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;una luz y una llamada,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;un canto de cuerpo y &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;almacomo el que el tuyo cantaba, ¡ay!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;como el que el tuyo cantaba.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Y el pueblo llora la calma,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;y canta porque se ahorca,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;y hace tu muerte inmortal&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cada vez que alguien te nombra&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Federico García Lorca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-1760911870158959361?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/1760911870158959361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=1760911870158959361' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1760911870158959361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1760911870158959361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/05/verde.html' title='VERDE'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-6435944827910092920</id><published>2009-05-18T12:19:00.007+01:00</published><updated>2009-05-18T14:06:55.543+01:00</updated><title type='text'>Casa da Música, Patxi Andíon 15/05/2009</title><content type='html'>Há dias felizes na vida de uma pessoa. Para mim esse dia foi esta 6a feira, quando tive o prazer de conhecer uma das pessoas mais interessantes que conheci nos meus 24 anos de vida.&lt;br /&gt;Desculpem-me os leitores, mas &lt;em&gt;"me enamoré&lt;/em&gt;" deste homem maravilhoso. Isto foi conversado na Guarda, às 03h da madrugada de Sábado...e parece que sou eu a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;"Sigo pensando en mí como se de otro se tratase. Sigo preguntando 'quien és?' en lugar de 'quien soy?' Pasar el tiempo conmigo mismo me hace conocer mas cosas de mí. (...) Aúnque son las cosas que hago que mejor saben quien soy (...) No soy una improvisación constante, pero frequentemente mis actos no se parecen a mis versos. Se que casi todo me sobra. Solo ambiciono el tiempo. Consumido por la fiebre de vivir."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se me ha dormido un sueño en el café&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perdido por el tiempo de nunca volver&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;La tarde en el colegio y un corazón&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clavado en el pupitre entre los dos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estas algo más rubia y así de pie&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pareces aún más alta de lo que pensé&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cuando tú eras la envidia y yo el por qué&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que tu padre decía me iba a perder&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quiero echar la vista atrás&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Donde se encuentran&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mi plumiere y mi compás y tus trenzas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Y volver a rebuscar por un solar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Yo mis ganas de pelear y tú el susto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que te daba no verme más a fin de curso. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ay amor, amor primero...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;y de segundo, tercero y cuarto...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ay amor, te quise tanto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cuando el beso era amor y el amor canto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor desde el gimnasio a la excursión&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desde la geografía, amor sin razón&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor de tinta y tiza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor de portal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor de cada día y en cada lugar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor que aun ahora guardo en la piel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;El beso, la caricia, el toque, temblor&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor perdido, amor de nunca volver...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Camarero, por favor, otro café.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dónde están, donde se encuentran&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mi plumiere y mi compás y tus trenzas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Y volver a rebuscar por un solar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Yo mis ganas de pelear y tú el susto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que te daba no verme más&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A fin de curso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ay amor, amor primero... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;y de segundo, tercero y cuarto...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ay amor, te quise tanto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cuando el beso era amor y el amor canto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(2x)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Patxi Andíon, Amor Primero&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Gracías a tí, Patxi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Izzie, my person, muitas das músicas parecem escritas para nós ;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-6435944827910092920?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/6435944827910092920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=6435944827910092920' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6435944827910092920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6435944827910092920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/05/casa-da-musica-patxi-andion-15052009.html' title='Casa da Música, Patxi Andíon 15/05/2009'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-4067882912515445931</id><published>2009-03-11T15:39:00.000Z</published><updated>2009-03-11T15:40:22.343Z</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>Hoje que em nós não há mais nada que duas mãos afastadas.&lt;br /&gt;Agora que o silêncio não é mais que um lento desviar de cada dia. Cala a tua voz bem fundo e nada digas.&lt;br /&gt;O que sinto não quer ser dito. Não é dor, nem tristeza, nem amor.&lt;br /&gt;Hoje que em nós não há mais nada que as iras do coração que aqui descansa. Deposito docemente o meu silêncio sobre o solo. Também ele se cansou de amordaçar-se em temporal.&lt;br /&gt;Quantas vezes disse que te amava? E gritava, pedindo-te perdão…&lt;br /&gt;Agora que entre nós nada mais há que a espera, dou-te a minha voz, tão frágil e farta de agir em conspiração. Levemente, sem palavras, afasto os meus olhos dos teus desconhecidos.&lt;br /&gt;Em silêncio, porque me dói falar tudo o que não digo. Se falo só te mato o coração.&lt;br /&gt;Hoje que em nós não há mais nada que a mudez que asfixia, cala bem fundo essa voz e nada digas. Cansei-me de esperar no meio dos caminhos.&lt;br /&gt;Desculpa ter cruzado, um dia, o teu caminho. Em silêncio peço-te perdão.&lt;br /&gt;Afasto os teus olhos pelos meus tão visitados. Levemente, poiso no solo as iras do coração que aqui descansa. Não me dispas do silêncio que me veste! Prometo-te a palavra! A voz agita-se. Só por hoje, que em mim não há mais nada que o timbre em guarda, falar ainda me dói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-4067882912515445931?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/4067882912515445931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=4067882912515445931' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/4067882912515445931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/4067882912515445931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/03/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-7427005507547573235</id><published>2009-02-11T21:42:00.001Z</published><updated>2009-02-11T21:42:52.138Z</updated><title type='text'>Encontros</title><content type='html'>Ele esperava por ela. Como quem respira, escutou-lhe os passos e viu-a aparecer.&lt;br /&gt;Surgira do nada, com um à vontade sereno de quem nada teme. Olhou-a, de relance e fugiu. O coração conheceu-a e deixou de pular nos caminhos do seu peito.&lt;br /&gt;Ela não queria, não esperava nada. Apenas que a deixassem solta nas planícies do seu ser. E cheirava a terra e o solo estremecia nos seus passos pelo chão.&lt;br /&gt;Ele perdeu-se nas planícies do seu corpo, ela levou-se pelas aragens refrescantes do seu coração.&lt;br /&gt;Era a terra precisada de ar numa aliança perfeita de elementos, numa comunhão constante de impressões.&lt;br /&gt;Conheceram-se ofegantes e não mais os seus corpos se largaram.&lt;br /&gt;Ela parecia ter a garganta presa com o ar. Ele sentia pisar a terra mais leve e os seus passos firmes.&lt;br /&gt;Não era da natureza do ar fazer-se prisioneiro nas entranhas rudes e imutáveis da terra.&lt;br /&gt;Não seria a Terra a prender a voracidade dessa vida de ar que, inevitavelmente, seguiu o seu rumo.&lt;br /&gt;Levou com ele minúsculas partículas de pó, memórias infinitas do seu encontro com a terra.&lt;br /&gt;E nunca mais se defrontaram!&lt;br /&gt;A ela, nunca mais a viram solta nas planuras e o corpo endureceu formando-se acre e castanho. Por vezes, irrompe em tempestade. Ainda solta todo o ar contido na garganta em furacões.&lt;br /&gt;O coração fez-se de fogo, consumindo-a aflito, em arrepios constantes.&lt;br /&gt;No peito, um enorme vazio cor de sangue. É a alma da terra que a água não alcança. O núcleo da vida em permanente crepitar. Deito-me nela e oiço-a palpitar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-7427005507547573235?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/7427005507547573235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=7427005507547573235' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7427005507547573235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7427005507547573235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/02/encontros.html' title='Encontros'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-6031091025739735851</id><published>2009-01-28T19:29:00.001Z</published><updated>2009-01-28T19:50:30.213Z</updated><title type='text'>Estrada</title><content type='html'>Abriu a porta e os olhos apertaram. Há muito que galgavam navegantes em busca de um destino.&lt;br /&gt;De todas as vezes em que o rumo lhe assomara acabara sempre assim…num qualquer porto onde poisar.&lt;br /&gt;Porque insistia nessas rotas que maltratam? Quantas mágoas deixara nesses portos hoje ausentes?&lt;br /&gt;Entrou…&lt;br /&gt;Despediu-se do caminho. Vagueara invisível nesses trilhos que secaram o seu ser.&lt;br /&gt;Não queria aquele nada de solidão à beira estrada.&lt;br /&gt;Esperou…&lt;br /&gt;Os olhos fecharam de saudade nas lembranças dos sonhos que desbotam deprimentes.&lt;br /&gt;Ali, onde a porta se descobre dentro do seu ser, o tempo não aperta, mas suporta.&lt;br /&gt;Sentou-se...&lt;br /&gt;Desfaz-se da memória que não tem mais que antever.&lt;br /&gt;Lá fora, onde o rumo se agrilhoa entre tormentas e correntes, ainda há quem persista no vazio e rume à estrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-6031091025739735851?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/6031091025739735851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=6031091025739735851' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6031091025739735851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6031091025739735851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2009/01/estrada.html' title='Estrada'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-2431507982260127819</id><published>2008-11-25T15:52:00.003Z</published><updated>2008-11-26T19:12:16.250Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu queria falar-te do pó. Desse que se lança dianteiro nos meus olhos e me apaga.&lt;br /&gt;Milhões de crepúsculos sombrios que se abatem e se esgotam.&lt;br /&gt;Andar com sede nos lábios e ânsias no querer. Ter um peso que transforma os meus passos neste chão.&lt;br /&gt;Mas em vivência dormente, vou seguindo fechada no silêncio. Com palavras certas amordaço o que não digo em mim.&lt;br /&gt;Eu queria falar-te, e não quero. Na conspiração do silêncio que me assiste, espero.&lt;br /&gt;Há muito que o trajecto me deixou entre grupos e ensejos.&lt;br /&gt;E não olho para trás!&lt;br /&gt;Se na viagem que encetei o abismo se anunciar, espero que a vertigem não me cegue  e que, no salto, me veja lá do alto: a soma de todas as coisas, a presença de todos os dias, apenas mais um eco de um vazio visceral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-2431507982260127819?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/2431507982260127819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=2431507982260127819' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/2431507982260127819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/2431507982260127819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2008/11/eu-queria-falar-te-do-p.html' title=''/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-6075075308793376732</id><published>2008-04-22T21:44:00.002+01:00</published><updated>2008-04-22T21:51:19.847+01:00</updated><title type='text'>O Louco</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E quando cheguei à praça do mercado, um rapaz no cimo do  telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez a  minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava a minha face nua.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais as minhas máscaras. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram as minhas máscaras!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim  tornei-me louco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E encontrei tanta liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Khalil Gibran&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-6075075308793376732?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/6075075308793376732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=6075075308793376732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6075075308793376732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6075075308793376732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2008/04/o-louco.html' title='O Louco'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-6747093729807346746</id><published>2007-12-12T13:05:00.001Z</published><updated>2008-08-30T20:55:35.221+01:00</updated><title type='text'>Destino</title><content type='html'>Sentou-se. As portas fecharam-se na partida, tal como todas as outras, em todos os diferentes portos.&lt;br /&gt;Nela, apenas mais um abrigo, nada mais que excertos do caminho.&lt;br /&gt;Levantou-se, um passo, depois outro e as lágrimas  corriam provisórias num laço infinitesimal que a prendia neles.&lt;br /&gt;O coração marcava-lhe o ritmo num compasso.&lt;br /&gt;Mais um passo, e um novo porto. &lt;br /&gt;O corpo revoltava-se com a indignação do cansaço. &lt;br /&gt;Esperou, e cruzou os braços.&lt;br /&gt;O cheiro acre da terra inundou-lhe os sentidos recordando-lhe de onde vinha.&lt;br /&gt;O desenho das pegadas determinava a decisão.&lt;br /&gt;No olhar já um novo porto longínquo onde demorar-se e também outro, rumo a casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-6747093729807346746?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/6747093729807346746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=6747093729807346746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6747093729807346746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/6747093729807346746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/12/destino.html' title='Destino'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-8873814344704632302</id><published>2007-11-07T18:38:00.000Z</published><updated>2007-11-07T18:55:19.044Z</updated><title type='text'>The Queen and the Soldier</title><content type='html'>The soldier came knocking upon the queen's door. He said, "I am not fighting for you any more"!The queen knew she'd seen his face someplace before, and slowly she let him inside.&lt;br /&gt;He said, "I've watched your palace up here on the hill, and I've wondered who's the woman for whom we all kill. But I am leaving tomorrow and you can do what you will, only first i am asking you "why?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Down in the long narrow hall he was led into her rooms with her tapestries red. And she never once took the crown from her head, she asked him there to sit down...&lt;br /&gt;He said, "I see you now, and you are so very young, but i've seen more battles lost than I have battles won. And I've got this intuition, says it's all for your fun. And now will you tell me why?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The young queen, she fixed him with an arrogant eye. She said, "You won't understand, and you may as well not try". But her face was a child's, and he thought she would cry. But she closed herself up like a fan.&lt;br /&gt;And she said, "I've swallowed a secret burning thread, it cuts me inside, and often I've bled". He laid his hand then on top of her head, and he bowed her down to the ground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tell me how hungry are you? How weak you must feel....as you are living here alone, and you are never revealed. But I won't march again on your battlefield."And he took her to the window to see.&lt;br /&gt;And the sun, it was gold, though the sky, it was gray, and she wanted more than she ever could say. But she knew how it frightened her, and she turned away, and would not look at his face again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And he said, "I want to live as an honest man. To get all I deserve and to give all I can. And to love a young woman who I don't understand, your highness, your ways are very strange."&lt;br /&gt;But the crown, it had fallen, and she thought she would break, and she stood there, ashamed of the way her heart ached. She took him to the doorstep and she asked him to wait, she would only be a moment inside...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Out in the distance her order was heard. And the soldier was killed, still waiting for her word. And while the queen went on strangeling in the solitude she preferred, the battle continued on...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hoje as palavras traem-me...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma grande música de uma grande senhora!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-8873814344704632302?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/8873814344704632302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=8873814344704632302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8873814344704632302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8873814344704632302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/11/queen-and-soldier.html' title='The Queen and the Soldier'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-8829224521286231496</id><published>2007-06-18T13:46:00.000+01:00</published><updated>2007-06-18T15:29:06.600+01:00</updated><title type='text'>O menino Sol</title><content type='html'>Ela teima em sentar-se à janela, estanque, inerte, indiferente à espera de agarrar os raios que lhe fogem pelos dedos. Não lhe ocorre nada, naquelas horas que passam vazias, a alma afugentada, varrida de vontade.&lt;br /&gt;Tinha sido naquele sem esperar que lhe tombou do céu um raio, como um clarão. Olhou aquela centelha miúda que lhe acendia o ânimo e chamou-lhe Sol. Vinha do firmamento, transportava um novo raiar de espírito que lhe acendera a força que brotava da alma.&lt;br /&gt;Há quem passe por aquela casa no meio da rua e a veja lá, tão demente como excessiva, na sua luta com o sol. Acolhera-o com a contemplação com que se admira o novo. Os cabelos loiros de claridade, iluminados de esplendor.&lt;br /&gt;Há quem diga que desde que lhe caiu do colo e fugiu dos seus braços canta baixinho, para o ver voltar. Os olhos de mel enchiam-lhe o mundo num abraço terno. O cosmos cabia todo no seu riso, os lábios dois gomos frescos de aragem de vida. E é na lembrança dessas horas que o coração desfibrilha e ganha vida.&lt;br /&gt;A ele, vê-o passar em muitos dos olhares que lhe surgem pelos trilhos da janela. Há neles aquela centelha de lume que ilumina e resplandece. E Ela, para não os esquecer, arruma-os de mansinho nas reminiscências daquele ser e sorri.&lt;br /&gt;Um novo impulso toma-a pelas mãos e acompanha-a nas sendas a percorrer.&lt;br /&gt;Não sei se foi a luz que a cegou quando tombou do céu como um clarão, não sei se foi na contemplação daqueles raios que se fez louca na sombra das manhãs.&lt;br /&gt;Sei que ainda a oiço cantar, como quem chora, chamando pelos raios baixinho, para não os assustar.&lt;br /&gt;É a memória a prolongar-se pelos ritos, a deixar-se ficar indolente no sopro de uma mente que ainda corre para agarrar os sonhos que lhe escapam borda fora…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-8829224521286231496?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/8829224521286231496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=8829224521286231496' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8829224521286231496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8829224521286231496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/06/o-pequeno-menino-sol.html' title='O menino Sol'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-1654744454304188941</id><published>2007-05-01T20:22:00.000+01:00</published><updated>2007-05-03T13:36:56.687+01:00</updated><title type='text'>Saturno</title><content type='html'>Tu não foste tempo perdido no lento passar dos dias.&lt;br /&gt;Foi ténue, o laço vago que nos unia no ir do tempo.&lt;br /&gt;A oposição perfeita do que somos distancia-nos e separa-nos.&lt;br /&gt;Em nós, apenas o abismo irreversível do conjunto das nossas diferenças.&lt;br /&gt;Tu não foste o negro pó da lembrança em cada regresso das manhãs.&lt;br /&gt;O menor resquício da tua presença em mim inocenta-se ligeiro nos raios que me aconchegam. Foi e seria na diferença intencional do círculo que formamos que o Universo se faria tacto e faro e vida em nós.&lt;br /&gt;Mas o acto é apenas um rasto dos passos que demos, dos trechos que fomos.&lt;br /&gt;Tu não és derrota ou rumo em mim. Neste jogo de sentidos não te dou a vitória nem espero um fim.  Pode ser que um dia os desígnios se conciliem e me tragam outro ensejo. No doce conformar do Universo, foste…serás…és: horas, tempo, vago, destino… Danço nos teus anéis, alheia aos teus aferros…&lt;br /&gt;No cruzar da tua órbita tens de gelo os teus cristais.&lt;br /&gt;Nasceste Titã de foice com que mutilas e decepas; mas é na impermanência constante dos teus jeitos que és raiz: Céu e Terra nascem em ti…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-1654744454304188941?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/1654744454304188941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=1654744454304188941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1654744454304188941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1654744454304188941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/05/saturno.html' title='Saturno'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-7986691637520421370</id><published>2007-02-07T09:48:00.000Z</published><updated>2007-02-07T10:36:36.325Z</updated><title type='text'>As minhas coisas</title><content type='html'>Eram coisas. Viviam ali, no sitio das coisas velhas, encavalitadas, umas segurando as outras.&lt;br /&gt;Começaram poucas, pousadas em mão. Até que uma a uma, coisa a coisa, foram trepando até ao tecto em pirâmide. A mão já não as alcançava e saltavam ginastas sem trapézio atiradas para o topo. E pareciam tocar o céu quando arremessadas para o alto. Aí, nada lhes restava senão o sono de quem não dorme, onde permaneciam imóveis, o pó a beijar-lhes o corpo, a toca-las, cobrindo-lhes o abandono, sufocando-lhes a vida.&lt;br /&gt;A menina subia ao sótão como refúgio e sentava-se no chão. Chamava cada coisa pelo nome, de cor. A sua mão pequena tentando alcançá-las de longe, em esforços. Os dedos da menina nunca chegavam a tocar-lhes, mas como truque do destino, a leve brisa que se levantava desses voos parecia acariciá-las e as coisas estremeciam.&lt;br /&gt;As horas passaram ligeiras e a menina cresceu. Ainda chama por cada coisa, uma a uma pelo nome.&lt;br /&gt;As coisas permanecem intocáveis, intactas, esquecidas. O pó apenas uma outra forma de tempo acumulado em camadas, trazido pelos dias. Às vezes passo-lhes os dedos e deixo-as respirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-7986691637520421370?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/7986691637520421370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=7986691637520421370' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7986691637520421370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/7986691637520421370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/02/as-minhas-coisas.html' title='As minhas coisas'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-5896682891898952876</id><published>2007-02-01T09:59:00.000Z</published><updated>2007-02-01T12:26:42.824Z</updated><title type='text'>Pela Lua</title><content type='html'>Onde estiveste? Ouvi a tua voz de criança  perguntar-me do alto dos teus 5 anos, curiosa, ávida de tudo, com sede de saber.&lt;br /&gt;Foste longe?  Indagavas... o longe para ti apenas uma distância desconhecida entre o aqui e o distante.&lt;br /&gt;Estás a ver, Inês? Foi ali que estive, até agora, quando me chamaste.&lt;br /&gt;Na lua? O teu dedinho agitado apontava para aquela bola prateada cintilante no céu, os teus olhos verdes a crescer de perplexidade, inundados de desapontamento a espalhar-se na alma.&lt;br /&gt;Para lá não quero ir, é escuro e não posso brincar. Disseste sorrateira. Os teus bracinhos pequenos, exploradores de histórias, viajantes de emoções, saltaram-me ao pescoço, cheios de ânsias e de esperanças. Para ti a lua, longínqua é difícil de alcançar e pode esperar.&lt;br /&gt;É bom estares aqui agora... murmuraste antes de adormecer. &lt;br /&gt;Peguei na tua mão, pequena, simples, curiosa,  e sussurrei como se cantasse: espero que o teu mar apague da  areia os  passos que percorri na minha viagem pela lua, também  a mim a lua já não seduz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-5896682891898952876?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/5896682891898952876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=5896682891898952876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5896682891898952876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/5896682891898952876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/02/pela-lua.html' title='Pela Lua'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-1073703121946957542</id><published>2007-01-16T10:22:00.000Z</published><updated>2007-01-16T17:31:57.192Z</updated><title type='text'>Eterno</title><content type='html'>Amanheceu. O dia escorre em nevoeiro, desfaz-se em neblina num renascer constante, imutável que se espalha em átomos de milhões de sensações.&lt;br /&gt;É um mundo a crescer, num novo dia, partículas que se agitam, ansiosas num novo olhar.&lt;br /&gt;Não falo de mim, nem de ti, nem de ninguém, apenas do espaço, enorme, sideral, que se estende de nós à imensidão, respirando a cada pulsar de uma vontade.&lt;br /&gt;Falo das estrelas, mapas de um céu distante nesse cosmos infinito, pedacinhos de luz morrendo em explosão.&lt;br /&gt;E há a esperança, não minha, não tua, mas de alguém.&lt;br /&gt;Algo pulsa distante nesse Universo infinito em que o nada existe.&lt;br /&gt;Há um outro nível de vínculo, um pacto diferente que eterniza um fim.&lt;br /&gt;Não sou, não és, não serei nem terás sido. No parecer continuo do tempo, há o circulo que criámos, onde nos reuniremos quando o mundo tiver horas.&lt;br /&gt;E enquanto for noite no Universo onde moro e o escuro transbordar, galgando os dias, digo-te adeus e durmo em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-1073703121946957542?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/1073703121946957542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=1073703121946957542' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1073703121946957542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/1073703121946957542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/01/eterno.html' title='Eterno'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-8889777159138527631</id><published>2007-01-11T12:51:00.000Z</published><updated>2007-01-11T13:13:04.712Z</updated><title type='text'>Viagens de uma Voz</title><content type='html'>Há um grito que se esconde em mim e que irreversivelmente me atira para o abismo.&lt;br /&gt;Mas não sai, porque não tenho voz. Levaram-na ao nascer, arrancando-a para longe e para fora de mim.&lt;br /&gt;E voou vagabunda, a minha voz, caminhando insolente pelos mundos a conhecer.&lt;br /&gt;Por vezes enquanto caminhava muda e sem perceber, parecia-me senti-la a percorrer-me o corpo aos risinhos, matreira e a sussurrar.&lt;br /&gt;A voz escondia-se, fechando o grito. E eu, sorria, devagar e com certeza.&lt;br /&gt;Hei-de vencer-te, hás-de parar um dia! Eu tenho tempo e sei esperar.&lt;br /&gt;E o grito, era apenas um sentimento, um sentimentozinho que crescia baixinho em mim. Não sentia, não o via e talvez nem o quisesse. Era tão frágil, que parecia ouvi-lo chorar, pequenino indefeso, nas profundezas do meu ser.&lt;br /&gt;Tens-me amarrado, dizia, solta-me e deixa-me ir. E eu sorria e devagar (para que não se assustasse) pedia-lhe fica, só por hoje e acompanha-me nesta viagem.&lt;br /&gt;Este mundo é imenso, contava-lhe, ao anoitecer, se foges não te encontro mais, não te quero perder.&lt;br /&gt;E a voz, permanecia errante, pela brisa. Hei-de vencer-te, hás-de parar! Eu sei esperar.&lt;br /&gt;E foi num desses dias que te vi, noutra direcção, eu olhei e entreguei-te o sorriso, a única posse que tinha como certa.&lt;br /&gt;Como era possível, estares tão perto, e eu não te poder alcançar?&lt;br /&gt;Estendo-te a mão, mas tu não vês e eu não tenho voz. Estás na outra margem e não me ouves, porque não sei gritar. Tanto te prendi, grito de mim, que já não sei onde estás.&lt;br /&gt;E o grito enfureceu-se. Não era esse o combinado, ele havia de sair, quando o mundo fosse pequeno, eu ia soltá-lo e deixá-lo voar.&lt;br /&gt;E o grito cresceu. Era pesado aquele grito que tinha escondido em mim e que me atirava para o abismo, irreversivelmente, com a revolta.&lt;br /&gt;A voz viu-me de longe e parou! Entrou e levou-me o grito que saltava na garganta.&lt;br /&gt;Hei-de vencer-te, hás-de parar! gritou-me quando saiu, eu pertenço ao Universo, às estrelas, nunca a ti!&lt;br /&gt;E saiu vagabundo, o meu grito, caminhando insolente pelos mundos a conhecer.&lt;br /&gt;A ti, ainda te vejo passeares-te pela outra margem do teu ser e continuo sem te alcançar.&lt;br /&gt;O mundo é pequeno e talvez o meu grito te encontre, perdido e se esconda em ti.&lt;br /&gt;Se o vires, não lhe peças nada. Diz-lhe apenas: que fique, que o mundo é pequeno para um grito imenso e que, só por hoje, se deixe ficar.&lt;br /&gt;Em mim ficou a voz. E há quem jure que traz com ela a brisa e o cheiro a mar...&lt;br /&gt;E sorrio ( não vou contar as viagens desta voz).&lt;br /&gt;Essa voz que, só por hoje, ainda me foge, para esperar inteira, junto a ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-8889777159138527631?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/8889777159138527631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=8889777159138527631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8889777159138527631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/8889777159138527631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2007/01/viagens-de-uma-voz.html' title='Viagens de uma Voz'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-115636884909062223</id><published>2006-08-23T21:40:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T12:20:21.566+01:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>No negro da noite ouvia-te em mim....&lt;br /&gt;Escutava as tuas palavras e ouvi-as penetrar...&lt;br /&gt;Sentia-as arranhar, cortando o meu peito, esquartejando as minhas esperanças,&lt;br /&gt;arrancando as minhas emoções....&lt;br /&gt;E com o coração a arder mentia-te....sorria enquanto devagar, muito lentamente, ia sangrando por dentro, morrendo a cada frase, a cada suspiro de ilusão.&lt;br /&gt;Não sabia, não sei, que a vida tem segredos que a memória desconhece e que o caminho que percorro afasta-me de ti, a passos largos...&lt;br /&gt;Mentia-te, menti-te, minto-te....sempre que sorrio quando te vejo...quando me apetece chorar...&lt;br /&gt;Fujo de ti, sempre que, no negro da noite, respondo a todas as tuas perguntas e me deixo levar,&lt;br /&gt;devagarinho, lentamente, como as horas da vida, para longe de mim....e enquanto tu vais, aliviado e renascido, eu fico  com a minha dor, sozinha, com as palavras.&lt;br /&gt;Mas tenho-te aqui e seguro a tua mão...&lt;br /&gt;Por um momento sei que estou segura, o teu corpo é quente, e eu transpiro cada palavra em mim....&lt;br /&gt;Escuto-te...serena, numa luta com fantasmas invisíveis....num malabarismo de sentimentos que palpitam no coração.&lt;br /&gt;E respondo de cada vez que me olhas...no negro da noite tenho-te aqui, sinto a tua mão e sorrio... Minto-te quando me faço indiferente, quando finjo que te oiço quando afinal estou longe, a galáxias de ti...tal como tu mentiste quando entraste no meu coração, perfeito, invencível, indestrutível...&lt;br /&gt;A vontade de sorrir esvai-se com a mentira....e olho-te, seca e real.&lt;br /&gt;Não és tu que me acordas pela noite, que me beijas os sonhos e que me dás asas... eu nem sei voar!&lt;br /&gt;Esta não é a minha noite, este não é o meu sonho, e não é minha a tua mão...&lt;br /&gt;Não sou eu quem te responde...&lt;br /&gt;Sozinha com o meu coração caminho ao vento da madrugada&lt;br /&gt;Esta noite não dormi....ouvi-te em mim e as tuas palavras ecoaram, setas fiéis, na  minha direcção.&lt;br /&gt;...roubaste-me o sono, roubaste-me a saída...e agora tiras-me a vida.&lt;br /&gt;Tranquei-te a porta pela qual nunca entraste....&lt;br /&gt;Sozinha, continuo a ouvir-te a retalhar-me o peito em pedaços que aperto singelamente contra&lt;br /&gt;o peito, numa ténue satisfação.&lt;br /&gt;O caminho que percorro afasta-me de ti...e corro a passos largos  levando comigo o beijo que não te dei, levo também as palavras, as perguntas solto-as ao vento, gostam de viajar.&lt;br /&gt;A vida tem segredos que a memória desconhece.&lt;br /&gt;O peito ainda arde....e a mentir, ainda sorrio.&lt;br /&gt;As palavras são soldados desarmados que se refugiam do tempo, escondidas no coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-115636884909062223?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/115636884909062223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=115636884909062223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/115636884909062223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/115636884909062223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2006/08/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-114867988376443385</id><published>2006-05-26T21:55:00.000+01:00</published><updated>2006-05-27T17:56:13.020+01:00</updated><title type='text'>Centro</title><content type='html'>Escondida no centro, rodopio, no centro da palma da tua mão.&lt;br /&gt;No meio, danço, bailarina e rodopio, rodopio, rodopio... como um peão&lt;br /&gt;E observo-te, reflectido em mim,&lt;br /&gt;perco-me nos teus bolsos, pequena, um berlinde no oceano.&lt;br /&gt;Pedacinho de vidro, suave, curiosa, percorro a tua rota sem itinerário.&lt;br /&gt;sentes-me fria na tua pele e na dança dos teus dedos&lt;br /&gt;atiras-me de encontro o céu...&lt;br /&gt;desfaço-me...&lt;br /&gt;A chuva, projecta-te os meus restos...&lt;br /&gt;respiras e transpiras a minha presença em ti!&lt;br /&gt;...se quiseres, encontras-me nos teus arredores, nas fileiras e abismos que criaste, ou no centro de um outro sitio qualquer...&lt;br /&gt;... à espera do centro da tua mão!&lt;br /&gt;Algures, de alguma maneira...somos um só...&lt;br /&gt;na palma da tua mão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-114867988376443385?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/114867988376443385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=114867988376443385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/114867988376443385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/114867988376443385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2006/05/centro.html' title='Centro'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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O que sinto, não pode ser dito. Carrego nos olhos o peso de tudo o que sinto, de tudo o que penso e que está preso em mim.&lt;br /&gt;A palavra desfaz-se em silêncio e na eminência da queda prefiro voltar atrás.&lt;br /&gt;Estarei contigo, para descansar no caminho e para te ver adormecer e proteger.&lt;br /&gt;Roubarte-ei o frio e gurdarte-ei do calor.&lt;br /&gt;Quando buscas as estrelas, entrego-tas no céu, para que te acompanhem pelo universo a percorrer.&lt;br /&gt;Sei que não é a mim que procuras para deitar o corpo que se rende. Mas é em mim que adormeces, todas as noites, deixando as mágoas no meu leito. E é em mim que , todas as manhãs, te vestes, com pressa, não vá o tempo roubar-te o que tens para viver.&lt;br /&gt;Não digo nada, escondo tudo, sou invisivel, impossivel,  sem cor...&lt;br /&gt;Nada sou... Jogas-me em precipícios e esperas que não veja, que me cegue e abra os braços à tua fé.&lt;br /&gt;Para sempre. Jurei. A minha porta estará aberta sempre.&lt;br /&gt;Mas não sou eterna e o meu coração não é para sempre. Nem o teu. Um dia também ele se há-de cansar de jogar-se em precipícios.&lt;br /&gt;Sem fogo sou fogueira, e sem vento....sou o ar sobre a tua cara,  a água que te escorre dos dedos.&lt;br /&gt;Dou-te a  vida, ouço-te respirar.&lt;br /&gt;Não tenhas medo! Não sou eterna, nem sou céu, nem estrela, sou chão. O chão que pisas, o caminho. É nele que cai a natureza, é nele que, inexoravelmente, caem todas as coisas que não vivem para sempre, que não podem estar eternamente à espera…&lt;br /&gt;E eu....ainda espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-114192876651202107?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/114192876651202107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=114192876651202107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/114192876651202107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/114192876651202107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2006/03/espera.html' title='Espera'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-112975650150601169</id><published>2005-10-19T22:12:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T20:05:55.990+01:00</updated><title type='text'>Sol</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou filha de um raio de sol que pousou um dia no teu olhar, desci quando a noite caia na tarde como uma folha ao vento.&lt;br /&gt;Cai em ti, leve, dormente, um sopro do coração.&lt;br /&gt;E eu era nada, não tinha, não tenho nada, apenas os teus braços, o meu porto, ao qual ainda regresso todos os dias, para me proteger.&lt;br /&gt;E quando o sol se põe,apagando-se, no horizonte, falas com um sorriso…o teu sorriso, o maior sorriso, o primeiro que vi, o mais belo que algum dia hei-de ver.&lt;br /&gt;Ouço-te, atenta, na minha eterna sabedoria infantil, e tu, na tua infinita ternura do coração, dizes “és um Anjo que escapou do Céu enquanto nossa Senhora limpava o chão…”&lt;br /&gt;E é nessas alturas que algo em mim deixa de ser…&lt;br /&gt;Fecho os olhos…estendo o meu corpo de linho…devagarinho…deixo os olhos fechar. Amanhã não estou aqui. Não há dia maior que não dê lugar ao luar…e a noite não é minha, tenho que voltar.&lt;br /&gt;Não peço nada, porque nada sei querer.&lt;br /&gt;Quero apenas que te lembres de mim, e que uma lágrima caia dos teus olhos quando me despedir, e que dessa lágrima nasça uma flor, como aquela que a chuva rega, quando não faz sol.&lt;br /&gt;E nos teus olhos, os mais belos, os primeiros que vi, quero apenas ver o brilho que me deste na minha breve viagem pelo sol…e há um raio que chama por mim.&lt;br /&gt;E se eles se mantiverem abertos e se o sol neles raiar, pode ser que venha a descer novamente, para te visitar, ao fim da tarde, como uma folha ao ar…com o mesmo sopro no coração.&lt;br /&gt;Sou filha de uma raio de sol que me levou até ti e ao teu olhar, que te trouxe até mim.&lt;br /&gt;Vivo naquela estrela que olhas, ao luar, enquanto viajo pelas galáxias a descobrir.&lt;br /&gt;E se a voz da noite te responder…pode ser que me descubras, dentro de ti e do teu olhar, e pode ser que me oiças responder, bem dentro de nós:&lt;br /&gt;Não peço nada, porque nada sei querer…&lt;br /&gt;Quero apenas que te lembres de mim…&lt;br /&gt;Não me vês…onde estás?&lt;br /&gt;Não te deixei… regressarei aos teus braços para me proteger.&lt;br /&gt;Sorris….não há noite tão longa que não veja o sol chegar…&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-112975650150601169?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/112975650150601169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=112975650150601169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112975650150601169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112975650150601169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/10/sol.html' title='Sol'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-112742404798964778</id><published>2005-09-22T22:19:00.000+01:00</published><updated>2005-09-22T22:20:47.996+01:00</updated><title type='text'>Artificial</title><content type='html'>Brotam-te cascatas que te rasgam os olhos, dois lagos de cera, galgando a montanha do teu rosto. Escorre-te a água que o teu coração mandou, criando os rios da tua face desenhando-se como trechos de uma história, tatuando-se como traços de uma vida, como tinta, mágica, invisível, imortal.&lt;br /&gt;E nas lágrimas que lanças, transparentes, reluzentes, não há dor, não há tormento, apenas um brotar de desamor, fraco, pobre, vazio.&lt;br /&gt;Riem-se-te os lábios desabrochando, iluminando o espaço que pisas com os teus passos certos, firmes, radicais.&lt;br /&gt;E nos risos que te saem, construídos, não há alento, nem calor.&lt;br /&gt;Sinto-te o medo, tacteio-te os horrores. Todos te prendem, todos te amarram. E fechado em ti e nos teus temores, cortas os desafios, que caem por terra retalhados, humilhados, jogando-se em pedaços pelos pisos onde passas.&lt;br /&gt;E enquanto caminhas, cabisbaixo e em penitência, vais deixando, desolados, os recantos do teu ser.&lt;br /&gt;Pode ser que um dia voltes a todos os portos de onde partiste, pode ser que voltes a sorrir sem um contrato, e eu,  enquanto  espero, ao seguir-te pelos caminhos que traças, vou recolhendo todos os bocados que apanho. Não vás tu ter frio e precisar.&lt;br /&gt;Estou lá, invisível, misturada no ar, na água que bebes. E assim, dissolvida no teu coração pode ser que me espantes e me mandes para fora de ti.&lt;br /&gt;E não ficarei triste nem desamparada, esperarei apenas que me abras os braços e que me acenes, na despedida. Não espero, não quero, nada mais.&lt;br /&gt;E se o sorriso que deres for puro, saberei que te curei as feridas, que te soltei das amarras e te fiz mais tu. E ali, terás por minha lembrança aqueles retalhos, que pacientemente juntei, no trabalho de uma vida.&lt;br /&gt;E assim, de fronte erguida, lavas o teu rosto de cera, secando-o à luz do sol, clara, natural.&lt;br /&gt;E ao abrires os olhos para a vida e veres o caminho que fizeste, eu verei que, finalmente, te ensinei a andar.&lt;br /&gt;Artificial, a última lágrima artificial que deitaste antes de me instalar no teu coração, chega-te agora à memória, há muito que a baniste para longe com um sopro, o último sopro de solidão.&lt;br /&gt;Artificial, bani-te para longe, vida oca!&lt;br /&gt;E ao ouvir estas palavras, chego ao fim, perceberei… agora estás acompanhado.&lt;br /&gt;Eu sou fada e no teu coração que fiz de casa, plantei-te no canteiro a flor do AMOR.&lt;br /&gt;Vou-me embora…também tenho um canteiro para cuidar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-112742404798964778?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/112742404798964778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=112742404798964778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112742404798964778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112742404798964778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/09/artificial.html' title='Artificial'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-112689785680184627</id><published>2005-09-16T20:07:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T20:12:41.576+01:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi assim...apenas um minuto.&lt;br /&gt;Olhei o mar que se encontrava na areia, lânguido, suave, ameno, puro.&lt;br /&gt;Ali, em frente ao mar, tudo parecia fazer sentido. Sim,disse, como quando se mente a um menino, muito baixinho, não vão os anjos descobrir.&lt;br /&gt;Nas ondas do mar voltavam todos os meus dias, naquelas águas via a minha vida passar como num filme. Mas não me doía, não remoía dores, não buscava sorrisos, apenas via, ali, sozinha, sem sentir.&lt;br /&gt;E sabia que aquele segundo iria acabar por ter um fim, tal como o pássaro voa e abre as asas ao horizonte, tal como o sol nasce e adormece, num outro monte, tal como o rio corre, para morrer de encontro a este mar.&lt;br /&gt;Senti o seu cheiro, o seu olhar. Senti-o chegar, senti o peito a bater. Mas não era o sufoco da alma a mirrar, lentamente em mim, era a alegria de soltar os demónios que viviam acorrentados ao meu nome, ao meu modo de sofrer, essas sombras que me prendiam ao manicómio.&lt;br /&gt;A água falta no deserto e a chuva inunda as criações, a vida é curta e a viagem uma história, os dias são longos e criam-me a memória.&lt;br /&gt;E este mar trespassa-me e engrandece-me. Por um minuto, e nada mais, soube que não tinha medo, mesmo sem falar, disse todas as coisas, percorri todas as palavras, naquele minuto em que em mim, um mar foi Rei.&lt;br /&gt;Mas esse mar veio de longe e como veio, foi, para encontrar um outro mar, nesse minuto precioso que marcou a minha ausência. E, tal como o fogo faz parte da terra e nasce de vulcões, levei esse mar na pele, no corpo, no amar. Em mim ficaram sempre gravados o seu jeito, o seu olhar. Conheço-lhe as acções, li-lhe as pulsações e encontrei-me num azul cristalino, ali onde o mar se deita na areia, onde doces e serenas as ondas sussurram murmúrios divinos, baixinho, não vá o céu ouvir e a história acabar, nesse minuto em que o mesmo sol que se levanta no infinito, desce veloz, em direcção ao imenso mar. Assim, como num sonho, simples, sem sentido, forasteiro, irreal…&lt;br /&gt;Sim, disse em sussurros, vai que eu aceito! Sigo o meu caminho…não me esqueci de nada, não minto, disfarço.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-112689785680184627?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/112689785680184627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=112689785680184627' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112689785680184627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112689785680184627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/09/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-112223449189754573</id><published>2005-07-24T20:44:00.000+01:00</published><updated>2005-07-24T20:48:11.903+01:00</updated><title type='text'>Pensamentos...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Sabes…há dias em que toda a força que possuo me escapa por entre os dedos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Os músculos dilatam-se, a vida sai-me, como num sopro, em direcção ao vento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me planar. Paro a cada batida do coração. Deixo-me cair num sono profundo que embala, mas não me deixo adormecer. Não sem tu chegares, não sem me explicares por que te atrasas nas horas, porque esqueces o tempo que te molda, porque te ris da minha raiva e me desenhas tão longe do que sou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E onde estás enquanto te perdes, tão longe de tudo e de nós? Não sabes que te tracei a rota antes mesmo de poderes pensar em percorre-la, antes mesmo de a poderes ver?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sinto-te percorrer-me as entranhas, estranho-te. Porquê que hesitas? Já não conheces o caminho…e eu…não conheço mais o teu cheiro. E tudo o que queria, evaporou-se nos primeiros raios de sol. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Deixo esvair o meu último sopro de memória, leve, lento, certeiro, o tempo arranca-me do ventre as criações. Sabes, o sono é impiedoso e pesa-me nos olhos, tolhe-me a alma, leva-me a vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Há momentos em que congelo com os pensamentos, o peso verga-me as costas cansadas e a caminhada torna-se longa e dolorosa. Não sei porque vim ter contigo a este caminho já traçado, já o conheço, já o conheces, e perdemo-nos mesmo assim... para nós não há saída…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E não quero os pensamentos! Não preciso deles para me vestir, quem disse que nos amparavam? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sabes…há dias em que me sinto menina, no fundo de um sonho, olho-me ao espelho, reconheço os traços, repudio a figura. Os mesmos lábios vermelhos que costumavam gargalhar estão agora pálidos, mortos. Os mesmos olhos escuros, dois faróis de vida, embaciam com a memória. Há uma sombra cruel e corrosiva que me leva a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E onde está a gaivota de ti?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Guardada no fundo da gaiola onde vivo, onde sou rainha do teu trono de mar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sabes…é a memória, sempre a memória que me faz escrava do meu ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E é sempre este sono que me leva para o desconhecido de todas as vezes que te quero ver…e não te vejo chegar…e tu…não me vês adormecer…não sabes de respiro fundo com o cansaço, não sabes se me aninho, indefesa, nos sonhos que me aconchegam…e eu não sei se sorris quando me vês ali, só, inerte…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E agora estou cansada, deito-me, vejo os pensamentos que se sentam ao meu lado, companheiros fiéis das horas longas. Ouço os teus passos…sinto-te, apressado, ofegante, “dorme bem”, escuto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E de repente, no meio do sono, quero acordar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vem… deita-te aqui comigo…sabes…a cumplicidade não nasce num surgir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-112223449189754573?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/112223449189754573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=112223449189754573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112223449189754573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/112223449189754573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/07/pensamentos.html' title='Pensamentos...'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-111815911965504743</id><published>2005-06-07T15:56:00.000+01:00</published><updated>2005-06-07T16:45:19.660+01:00</updated><title type='text'>Previsivel</title><content type='html'>Há, no fundo de mim, um caminho que percorro, devagar, todos os dias. Desde que o sol se levanta até quando se põe, caminho pelos seus trilhos com um sem vontade feito de desgostos, de desilusões.&lt;br /&gt;Cai a noite, deito-me à espera que os sonhos me tragam o conforto que procuro. Mas a noite é cruel e os sonhos não vêm...se ao menos eu soubesse como me fazer feliz.&lt;br /&gt;Mas espero sempre que os outros o façam, esses outros que me condenam a ser eu e me fazem assim.&lt;br /&gt;Espero que esses outros apareçam e que, por entre a noite, me adormeçam,ali no escuro e no fundo de mim.&lt;br /&gt;Deixo-me cair e faço-me criança que precisa de consolo...mas só finjo...porque a criança em mim já morreu, antes mesmo de nascer.&lt;br /&gt;Será que não dá para ver? Eu sou um fantasma do que devia ser...&lt;br /&gt;E percorro este caminho invisivel, insensivel...irreal...&lt;br /&gt;E o que fizeram, o que fiz de mim?&lt;br /&gt;Aqui, no suplicio mortal da espera...dou por mim a soluçar...a tentar ser o que não era...o que não é para ser.&lt;br /&gt;E o caminho é tão grande e tão seco. Queria encontrar em algo, em alguém a frescura transparente de um rio...para me deixar levar..e talvez construir um barco,uma canoa...um navio&lt;br /&gt;e deixar-me levar.&lt;br /&gt;E é previsivel que o sol se ponha mais uma noite sem que eu erga os meus olhos para o céu e o consiga ver...há muito que os olhos me atormentam o viver...doi tanto ver o que não é para conhecer. E percorro o meu caminho sem forças para lutar.&lt;br /&gt;Mas no meu caminho longo, seco e isolado, é previsivel que a noite me tolde os sentidos e que me devolva a paz, sombria que não quero ter.&lt;br /&gt;Luto contigo, fria paz, vai-te embora..deixa-me entender. Dá-me a guerra das horas, dá-me arrepios ao ser..mas não me deixes nesta quietude, neste inércia que me mutila e atrofia.&lt;br /&gt;Aqui, no suplicio mortal da espera...dou por mim a soluçar...e todos vêem as minhas lágrimas cair...quero fugir...oh Deus tira-me daqui, faz-me parar!&lt;br /&gt; Não tenho forças para lutar.E o caminho é tão grande e seco...onde está a frescura do rio?&lt;br /&gt;Olho-me ao espelho...e é previsivel que pergunte: o que fizeram, o que fiz de mim?&lt;br /&gt;E neste meu caminho, do nascer e do por do sol, percorro o seu trilho, invisivel, insensivel...irreal.&lt;br /&gt;Doi tanto ver o que não é para ver.&lt;br /&gt; As horas censuram-me as rotas a percorrer, limpo as lágrimas...&lt;br /&gt;Aqui no suplicio mortal da espera...é tarde demais para soluçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-111815911965504743?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/111815911965504743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=111815911965504743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111815911965504743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111815911965504743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/06/previsivel.html' title='Previsivel'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-111746220560677078</id><published>2005-05-30T14:11:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T15:49:58.163+01:00</updated><title type='text'>Annunciata</title><content type='html'>Anuncio-me!&lt;br /&gt;Num sorriso, nos passos que me precedem, nas palavras que me vestem.&lt;br /&gt;Anuncio-me!&lt;br /&gt;com  a doçura de um beijo.&lt;br /&gt;Com um olhar cor de mel que mantenho e cujos traços redefino, a cada dia, a cada batida do coração.&lt;br /&gt;Anuncio-me!&lt;br /&gt;nua, despida, completa, a mim, à minha voz.&lt;br /&gt;Anuncio-me!&lt;br /&gt;Com os gestos que me definem, anuncio a minha alma, o meu corpo, o sangue que me brota das veias e que o coração bombeia.&lt;br /&gt;Anuncio-me!&lt;br /&gt;E o anúncio forma os meus contornos, o meu viver!&lt;br /&gt;Esse anúncio que cria a o espaço, vago, entre a espera e a revelação do ser.&lt;br /&gt;Anuncio-me!&lt;br /&gt;E os meus lábios traem-me....&lt;br /&gt;não sou quem anuncio ser...&lt;br /&gt;e na evidêndia da traição, grito o meu nome bem alto.&lt;br /&gt;Pode ser que nas reverberações me reconheçam....&lt;br /&gt;e que os erros da presença se diluam em mim...nos ecos das letras que grito.&lt;br /&gt;Denuncio-me!&lt;br /&gt;e na denuncia transparente, serena, sinto-me mais eu...mais plena.&lt;br /&gt;O coração bombeia o sangue que me corre nas veias...&lt;br /&gt;Denuncio-me...&lt;br /&gt;e as palavras caem-me...&lt;br /&gt;grito:&lt;br /&gt;Annunciata, ata... ata&lt;br /&gt;Me annuncio, io... io&lt;br /&gt;O anúncio morre nas ondas do meu grito.&lt;br /&gt;E por tudo aquilo em que acredito&lt;br /&gt;O coração ainda bate...&lt;br /&gt;Annunciata&lt;br /&gt;me annuncio io... io&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-111746220560677078?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/111746220560677078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=111746220560677078' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111746220560677078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111746220560677078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/05/annunciata.html' title='Annunciata'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-111731453154592553</id><published>2005-05-28T20:48:00.001+01:00</published><updated>2005-05-29T21:50:29.253+01:00</updated><title type='text'>Por aí</title><content type='html'>Quem és tu?&lt;br /&gt;Eu posso ser um pássaro, uma folha, uma flor...e tu? por que ruas te passeias e a quem olhas nos olhos, quando estás triste?&lt;br /&gt;Eu posso andar por becos, perdida em alamedas, mas sou eu que por aí ando, nesse mundo obscuro, nessas malhas em que me enredas.&lt;br /&gt;Tu...quem serás?&lt;br /&gt;Falas demais, e acusas-me de dizer demasiado....mas há pouco que me sirva de lição...quando quero entender o teu coração.&lt;br /&gt;Como serás tu? com quem te pareces?&lt;br /&gt;Podes ser filho de pais, de uma doença, da própria vida....mas nada te carrega ao colo...e tornas-te triste e irrelevante...&lt;br /&gt;Eu posso ser filha da luz, do destino, ou da mesma vida que te fez criança...mas sei quem me carrega nos braços e quem me enche desta bem aventurança.&lt;br /&gt;E então, quem são teus pais? Serão os medos, os desgostos, as inseguranças?&lt;br /&gt;Porquê que dizes que me adoras, se, na tua raiva, me devoras e me queres tão mal?&lt;br /&gt;Não te quero desiludir enquanto caminhas com a tua habitual pressa...mas também não ficava bem se não o dissesse....&lt;br /&gt;Se não sabes que não gosto de pêssego e que prefiro o acre do alperce....desaparece....&lt;br /&gt;Não tens nada de meu, não tens que estar na minha vida...&lt;br /&gt;Eu levanto-me do chão e de cabeça erguida, percorro a minha viela até encontrar a avenida que me salvará da solidão.&lt;br /&gt;Talvez um dia te veja por aí...a ti e a todos como tu....&lt;br /&gt;E enquanto as palavras começam a fazer sentido e a juntar-se num papel, percebo que não é complicado seguir em frente e fazer-me igual a toda a gente.&lt;br /&gt;Matas-te! Dizes-me quando digo que não me apetece ser diferente.&lt;br /&gt;Tu já és diferente...&lt;br /&gt;Enganas-te, ser deprimente.&lt;br /&gt;Sou igual a todos, simples sincera, natural.&lt;br /&gt;E não sei quem de nós dois vai ser o primeiro a ceder...no entanto não será dificil perceber que, no meu estado de espirito, não quero abdicar de mais nada...não te quero entender.&lt;br /&gt;E eu sem ti posso ser tanta coisa...um pássaro, uma folha...uma flor.&lt;br /&gt;E tu, vai-te embora de uma vez e leva contigo a dor.&lt;br /&gt;Já não conheço as ruas escuras em que nos encontrámos, já não conheço o teu sorriso, parece-me um disfarce...&lt;br /&gt;E se algum dia a saudade me atacar...é só ouvir o coração e esperar que passe.&lt;br /&gt;Não penses que te quero mal. E se a tua consciência alguma vez te fizer pensar...lembra-te que sempre podes acender uma luz para te iluminar.&lt;br /&gt;Entre nós dois há um abismo de gerações, de convivios, de emoções...querer ser diferente como tu, era entrar na minha nova estrada em contra mão. E, por acaso, haverá na tua estrada algum pássaro, alguma folha, alguma flor?&lt;br /&gt;Sei que me vai custar não ter a tua imagem na minha linha do horizonte...mas ás vezes é melhor um planato do que precipitar-me sobre um monte.&lt;br /&gt;Tu és o monte... eu quero a segurança. No entanto, enquanto tu existires haverá sempre esperança...que um dia te lembres de voltar.&lt;br /&gt;Mas por enquanto, sinto muito, mas para além dos abismos que nos separam, não há nenhum vão para nos juntar....caminhamos em pistas opostas...&lt;br /&gt;Mas se um dia me quiseres procurar, e encontrares uma desculpa para voltar, lembra-te que estou numa auto-estrada e para trás não posso andar...temos que caminhar a par.&lt;br /&gt;Talvez um dia te veja por aí...a ti e a todos como tu...&lt;br /&gt;Não me apetece ser diferente...e tu matas-me...ser deprimente.&lt;br /&gt;Porque se não sabes que prefiro o acre do alperce....desaparece...&lt;br /&gt;E leva contigo um pouco de luz, que bem precisas dela para te iluminar...eu...vou voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-111731453154592553?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/111731453154592553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=111731453154592553' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111731453154592553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111731453154592553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/05/por.html' title='Por aí'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13175575.post-111705798398388384</id><published>2005-05-25T22:29:00.000+01:00</published><updated>2005-05-25T23:00:52.703+01:00</updated><title type='text'>Idênticos</title><content type='html'>Meu amor!&lt;br /&gt;Digo que te amo. E tenho que gritar isso, porque estás surdo, e não me ouves.&lt;br /&gt;Grito bem alto, e peço-te perdão.&lt;br /&gt;Desculpa, meu amor, por tanto te amar, só te mato o coração.&lt;br /&gt;E onde estás tu quando te chamo? São palavras que te peço, mas que não dizes...como se te partisse o coração falar. E quando te falo, será que me queres, que te envergonhas?&lt;br /&gt;Somos iguais, similar, pareilles...mas...não te sirvo, meu amor. Que outro amor te serviria, senão o meu, que se cala e se asfixia?&lt;br /&gt;Desculpa-me, se te quero, e se te obrigo a fingir....ma são só palavras...não devem ferir.&lt;br /&gt;Desculpa-me se te quero, por ter cruzado o teu caminho...desculpa.&lt;br /&gt;Porque será que apenas outro amor te serve?&lt;br /&gt;E quem sou eu...só alguém que te chama por te amar....&lt;br /&gt;E se somos iguais, similar, pareilles, não devia custar tanto conquistar. Mas fechas o coração e sorris, frio, triste, passando-me esta dor que ainda hoje me assiste...sabes? não te quero magoar...&lt;br /&gt;Se eu me podesse despir de mim...de certeza que não encheria os teus dias de tormentos...&lt;br /&gt;As roupas são dificeis de tirar, tenho-as na pele, nessa mesma pele que trago colada a mim, com o teu cheiro. Esse cheiro que amo e q odeio...Esse amor tamanho que podia ser tão cheio...&lt;br /&gt;Digo que te amo. Tu manténs-te mudo. Talves porque muitos são os que te amam....e os que to relatam .Meu amor, que tanto queria extinguir, porque não me deixas? Ou então dz-me que me amas...já que tanto amas...dizer que somos espiritos iguais, tão similar...pareilles.&lt;br /&gt;Mas não, tu não me amas...por isso eu hei-de continuar, hei-de dizer que te amo, à espera que que um dia te enganes e o digas...devagarinho, simplesmente!Na esperança que seja eu a estar muda e que não me possas ouvir...E mesmo que um erro seja e que te arrependas logo depois, eu hei-de de sorrir, alegre, por saber que este amor, este querer, mudou os sentidos dos dois.&lt;br /&gt;Eu estou muda e não posso gritar..tu estás surdo e não queres amar.&lt;br /&gt;E o coração? onde fica entre nós dois?&lt;br /&gt;Desculpa se por ter (tanto) coração..mato o teu amor...perdão...se algum dia te achei a mim...idêntico...similar, pareille..a palavra que a mim se aplica é, cruamente..ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13175575-111705798398388384?l=ektaharsha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ektaharsha.blogspot.com/feeds/111705798398388384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13175575&amp;postID=111705798398388384' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111705798398388384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13175575/posts/default/111705798398388384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ektaharsha.blogspot.com/2005/05/idnticos.html' title='Idênticos'/><author><name>ANNUNCIATA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03124388223695897437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_UgYFTOAvVdY/TOmR3p0VEdI/AAAAAAAAACY/TYAv87ZFnNQ/S220/P150910_21.26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
